Processamento de minérios

O processamento de minério ou, a metalurgia extrativa, é uma parte integrante da indústria da mineração. É um ramo da metalurgia com foco na extração de metais de seus minérios naturais. A caracterização do minério é de crucial importância neste campo.
Texturas diferentes de minérios, bem como diferentes mineralogias do minério, podem causar alterações significativas no desempenho das concentrações. A abordagem mineralógica à caracterização de minério é de importância fundamental. A solução está disponível com a microscopia eletrônica, considerada como uma ferramenta clássica da pesquisa mineralógica. Esta aplicação é, no entanto, específica quando comparada com o exame mineralógicos comuns. A ênfase é colocada em alta produtividade e rápida recuperação dos resultados. Medições manuais dos recursos necessários simplesmente não seriam nem rápidas o suficiente nem suficientemente representativas, abrindo então as portas para a automação: Análise Mineralógica Automatizada. A TESCAN traz sua própria solução, o TIMA (analisador Integrado mineralógico TESCAN) adaptado para uma utilização industrial. Além disso, o sistema de carregamento “TESCAN AutoLoader” aprimorou ainda mais a automação, possibilitando o carregamento automático de amostras dentro da câmara do MEV, o que era usualmente considerado inevitavelmente como um trabalho manual.
  • O TIMA avalia automaticamente as relações dos minerais individuais, utilizando a imagem de elétrons retroespalhados (BSE), combinado com mapeamento de raios X, ambos sendo produtos de interação do feixe de elétrons com a matéria sólida. A intensidade do BSE é proporcional ao número médio atómico de fase observada. Portanto, imites entre as diferentes fases podem ser facilmente visualizadas.
  • As amostras de processamento de minério são tipicamente pós soltos com tamanho de partícula que variam entre algumas dezenas e algumas centenas de µm. O pó é montado num bloco de epóxi que é subsequentemente polido a alto brilho. As amostras polidas permitem comparações reprodutíveis das intensidades de BSE.
  • Também é possível discriminar as partículas minerais a partir da montagem de epóxi com base no BSE. O epóxi é automaticamente considerado como um fundo e excluído da análise.
  • Os espectros dos raios X característicos para a identificação de fases são coletados apenas de áreas acima do limite especificado da intensidade BSE. O limiar de BSE também pode ser utilizado para excluir minerais formadores de rochas comuns ou de ganga, focando então a análise exclusivamente em partículas contendo fases de alta intensidade de BSE - tipicamente partículas de ouro ou de minerais do grupo da platina.
  • A identificação mineral pode ser baseada tanto no nível BSE e ou na sua composição elementar. Os minerais são identificados automaticamente com base no conjunto de regras pré-definidas - os chamados esquema de classificação. O TIMA gera a composição mineralógica modal da amostra. Cada um dos grãos minerais (segmentos) é tratado como uma entidade separada, cujas propriedades (tamanho, grãos vizinhos, extensão da superfície etc. livre) pode ser recuperada e utilizada para sintetizar diferentes saídas válidas para toda a amostra - associação, grau de libertação, tamanho de grão etc.
  • Com base no banco de dados mineralógico, também é possível ao sistema calcular a composição química de toda a amostra e compará-la com os resultados obtidos por análise química clássica. Do mesmo modo, a composição modal da amostra pode ser recalculada para o teor em peso de minerais individuais, com base nos valores de densidade de base de dados mineralógica.
  • Os sistemas de mineralogia automatizados são mais comumente utilizados ​​para rastrear as causas da baixa recuperação de metais na concentração. Grãos mal liberados do mineral de interesse, presença de minerais de ganga que influenciam os processos, bem como, comportamento inesperado do metal explorado são apenas alguns dos exemplos das muitas possíveis causas de baixas recuperações, para as quais, o   TIMA pode fornecer respostas relevantes.
Processamento de minérios
Intercrescimento complexo de tantalita por moscovita

Nota de Aplicações Relacionadas

TIMA Modal Analysis - REE Mineralization in Silicate Rocks
Unusual rare-earth mineralization associated with primary silicates, carbonates and fluorite, and hosted by the silicate rocks, was discovered at alkaline complex and rare-earth deposit Lugiin Gol in South Mongolia. Whereas carbonatites as a primary REE source have been investigated in a fair amount of detail because of their economic potential, their associated silicate rocks are not as well understood. The predominant type of silicate rock at Lugiin Gol is leucocratic nepheline syenite. Representative syenite samples are composed of potassium feldspar, nepheline, sodalite, plagioclase, amphibole, biotite, cancrinite and minor quantities of calcite, titanite, magnetite, apatite and zircon. Primary carbonate phases usually occur close to drop-shaped fluorite clusters and contain both silicate glass and fluorite melt inclusions.
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TIMA Study of Tantalum- Niobium-Tin Pegmatites and Its Residual Soil
Tantalum and niobium are rare and valuable metals which are needed for many high-technology applications. As the discovery of mineral resources becomes more difficult, more sensitive detection techniques are required. Microscope and electron microscope examination of heavy mineral grains is only occasionally used as an aid to geological interpretations. The high grade ore concentrates mineral composition should be also supervised before and during the ore metallurgical processing by electron microscope due to relatively cheap outlay and significant data profits. Samples of Tin-niobium-tantalum ore from Central Africa Great Lakes Region (Western Rwanda) have been studied.
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Characterization of Platinum Group Minerals
The platinum-group metals (PGM) consists of six elements – platinum, palladium, rhodium, iridium, ruthenium and osmium. Chemical inertness, oxidation-resistance, biocompatibility, high melting temperature, good conductivity and electronic and catalytic properties are unique properties that make PGM irreplaceable starting material in many specific applications. The deposits in the Norilsk-Talnakh region of Northern Russia are the largest nickel-copper-palladium deposits in the world and, the intensive mining activity in this region, positions Russia as the world’s second global PGM supplier. In addition to PGM output, a by-product of this mining is nickel and copper extraction. In this application example the effectiveness of the separation process (gravity separation and hydro-separation) by comparison of PGM mineral content, both in concentrate and in tailings, is studied.
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